(PINTURA-ESCRITA) (PLASTIC ARTIST-PAINTER-WRITER)

(MY PAINTINGS - MY POETRY)

( PORTFOLIO -TERESA DA SILVA -PLASTIC- ARTIST -PAINTER -POET )

Mais Recente

(…)

Verdadeiramente,

não se escolhe Artes,

sem que antes, as Artes, nos tenham escolhido!…

Teresa Da Silva

20170519_153427

(…)

20170613_162957(Untitled-mix technique on paper-2017-Teresa Da Silva)

(Da mágoa, que perfura a voz)

Assim quando, da noite,

veio a aura alvorecida,

e dos subtis, véus acesos,

se ateou a madrugada,

que algures, se acinzentou,

cavalgando, sob os cumes da insónia,

nos bordados, brocados de memórias,

pesando á justeza das pálpebras…

…e que, nunca antes,

o silêncio, fora música solene,

e todo o eco, de uma alma,

assim despojada, subitamente,

de toda a humana presença,

abstraída a pairar, aos rebordos do corpo,

a levitar, na sonâmbula silhueta,

através, dum Portal fantasmagórico,

e de invisível existência…

…assim, quando somente se existia,

em permanente estágio,

possuída, por um sulco trémulo,

nessa brecha sobressaída, e deveras dolorida,

comungando indecisa, num profundo dormitar,

totalmente, sem senso comum,

por entre o real, e o imaginário!…

Teresa Da Silva

(…)

20170527_105201(Untitled-mix technique on paper-2017-Teresa Da Silva)

(…)

Assim, dessas manhãs agudas,

em que me transmuto,

toda eu,

em invólucro de névoa e alma…

…dessas manhãs tão subtis,

que pairam,

como que, em invisíveis lâminas,

e em silhuetas não palpáveis,

estremecendo desfocadas,

das redomas alvorecidas,

tão aguçadas quanto suaves,

das luminárias pulsantes…

…de quando eu adentro,

assim, numa cornucópia gigante,

em sólido marfim e brumas,

atiçando-me ardências ao peito…

…e quando os olhos, são de seda luminosa,

e se exibem em toda a sede,

e toda eu, me torno liquida…

…eu vagueio,

por entre o espasmo e o lume,

e esfomeada de vida,

mas sorvendo, o amargo nectar da existência…

Quando eu aceno aos Anjos,

e os braços se tornam pardos,

antecipados, á tangente das asas,

e eu assim, somente amanheço,

quando a manhã é espessa e inquieta,

essa, que ascende acesa,

em tonalidades abruptas, de desassossegos…

…e eu estanco, como que paralisada,

como que orlada,

a um imaginário Templo horizontal,

deveras, absolutamente rendida!…

Teresa Da Silva

(…)

20170514_160505(Untitled-mix technique on paper-2017-Teresa Da Silva)

(Sim Mãe,

tornar a colher-te do regaço,

as suaves raízes, e as flores sem caules,

essas, com um intenso perfume de Eternidade…)

Teresa Da Silva

(…)

20170509_151522(Untitled-mix technique on paper-2017-Teresa Da Silva)

Da absoluta,

dormência das pálpebras,

e dos, absortos sonhos,

ainda, em Rituais sequenciais…

Teresa Da Silva

(…)

20170507_182228(Untitled-mix technique on paper-2017-Teresa Da Silva)

(Mother, and yes, wings for the body, feathers for the hearth!…)

(Mãe, e sim, asas para o corpo, e penas para o coração!…)

Teresa Da Silva

(…)

20170503_150505(Untitled-mix technique on paper-2017-Teresa Da Silva)

(…)

Pendurar os gestos,

ao abrigo entorpecido dos Mantos…

…e aguardar simplesmente,

na dormência anestésica,

de toda a transmutação das asas…

E que a Mãe repouse,

sobre toda a aurora crepuscular,

e que a alvorada, adocicada e súbita,

amenize todo o invólucro, no renascer manso dos dias…

Teresa Da Silva