(PINTURA-ESCRITA) (PLASTIC ARTIST-PAINTER-WRITER)

(MY PAINTINGS - MY POETRY)

( PORTFOLIO -TERESA DA SILVA -PLASTIC- ARTIST -PAINTER -POET )

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Verdadeiramente, não se escolhe Artes,

sem que antes,

as Artes, nos tenham escolhido!… Teresa Da Silva20171027_165252

 

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(…)

20171028_151825(Untitled-oil on paper-2017-Teresa Da Silva)

Ali, onde a memória,

se tornou a poeira do tempo,

e a sede de vida,

se extinguiu mansa, ao sopé da boca…

Já Peregrina, é toda a palavra,

e Pergaminho,

a pele alastrada do corpo,

e onde algures,

as mãos pousaram subtis, decifrando o toque…

Esse Dialeto profundo,

de toda a alma,

eco de voz, em aura macerada,

esses,

salientes Profetas,

os esboços sulcados, invisíveis ao redor do Mundo…

…assim quando,

todo o gesto, é uma curvada oração,

e toda a sombra,

a inclinação aguda duma prece,

e véus de mudez, descem em ostentação,

e todo o silêncio é abrupto…

Teresa Da Silva

(…)

20171020_095831(Untitled-oil on paper-2017-Teresa Da Silva)

(…) Manhã,

a tecer no aço, azulados orvalhos,

dos horizontes, cinza esfumados,

das brumas de cetim,

e pendentes de veludo, em suaves cristais de luz, bordados…

…e toda a cidade paira,

em gemidos e ecos,

sobre,

a melancolia das aves,

os rendilhados voos,

esboçando-se,

em harmoniosos, leques de asas…

Teresa Da Silva

(…)

20171019_084912(Untitled-oil on paper-2017-Teresa Da Silva)

(When my silence, has many words!…)

(Quando o meu silêncio, tem muitas palavras!…)

Teresa Da Silva

(…)

20171014_161217(Sweet Memory-oil on paper-2017-Teresa Da Silva)

Em dorsos pálidos, e ecos noturnos, algures, quando parda é a noite,

e a pele estremece sobre os mantos, e todo o gesto é, de aguardar,

que as brumas desçam da quietude, e esperar que os orvalhos trepidem,

nessa ânsia desmedida, simplesmente, de ajustar os corpos, e de se saciar,

dessa sede, que vem dos olhos e não da boca…

Teresa Da Silva

(…)

20171014_11065520171014_125008(Childhood-oil on paper-2017-Teresa Da Silva)

(…) …assim, ombro a ombro, se soletram os corpos,

assim, sem se tocar, habitando na densa anestesia,

essa que criei, para sobreviver a mim mesma!

Não!…nunca saberás o quanto me dói a infância,

e o quanto fiquei exausta de a sentir, assim,

alastrando-se, húmida pelas pálpebras,

na emoção mais profunda e dolorida,

essa que me adentra num vácuo, pela cavidade do peito…

…e assim, quando toda eu, sou apenas invólucro e alma!

Teresa Da Silva

(…)

20171013_163429(Untitled-oil on paper-2017-Teresa Da Silva)

Todo um silêncio, brocado a veludo, eu agora contemplo,

e o meu sorrir é breve, travestido, da mais delicada renda e borburinho,

ele sim, poderia beijar o som, de cada palavra, e da forma mais leve e impercetível,

assim como que pousado, na mais suave redoma, e em adorno ao rosto…

…e eu fico a mirá-lo aos cantos da boca, como que a rasgar-se simplesmente,

num puro arrebatamento, e alastrando-se pela palpitação da pele,

essa, que desabrocha do avesso…

Teresa Da Silva